Não sei escrever
Talvez um dia eu aprenda de tanto
praticar
Leio tudo o que encontro
Devoro livros com uma fome que não cabe em
mim
A fome só aumenta
Mas escrever tem sido tão tão
difícil
As palavras não saem direito
saem tortas
Quem sabe da próxima vez,
eu não aprenda a
escrever?
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
sábado, 28 de maio de 2011
Coração de Porcelana
o coração da moça é tão despedaçado
sua pintura está descascada
as flores nela pintadas já nem existem mais
os detalhes dourados estão sumindo
Pedaços dele foram deixados pelo caminho
Talvez alguém se compadeça dele e os cate
porque se depender da moça
eles continuarão lá
jogados e depois de algum tempo
só sobre os restos do que foi um
Coração pintado com flores e com detalhes em dourado
coração que não bate mais por ninguém
e sinceramente ela espera que continue
assim por um longo tempo
Despedaçado.
sua pintura está descascada
as flores nela pintadas já nem existem mais
os detalhes dourados estão sumindo
Pedaços dele foram deixados pelo caminho
Talvez alguém se compadeça dele e os cate
porque se depender da moça
eles continuarão lá
jogados e depois de algum tempo
só sobre os restos do que foi um
Coração pintado com flores e com detalhes em dourado
coração que não bate mais por ninguém
e sinceramente ela espera que continue
assim por um longo tempo
Despedaçado.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
O Esquecido
Seu nome eu não sei
Você é só mais um na Estatística perversa
dos miseráveis abandonados perdidos
Esquecidos
Seu rosto magro denuncia sua fome
Seus pés descalços não conhecem sapatos
Só o chão duro frio esburacado
Cheio de pedras
Você vive entorpecido pela fumaça branca
Fumaça que sai do cachimbo que queima seus dedos
Entre pela porta de trás e ninguém irá perceber que existe
Continua a ser ignorado
Alguém deve se importar
Talvez quem vos escreve
Talvez não se importe tanto
Pois só escreve este poema
Esquecido.
Você é só mais um na Estatística perversa
dos miseráveis abandonados perdidos
Esquecidos
Seu rosto magro denuncia sua fome
Seus pés descalços não conhecem sapatos
Só o chão duro frio esburacado
Cheio de pedras
Você vive entorpecido pela fumaça branca
Fumaça que sai do cachimbo que queima seus dedos
Entre pela porta de trás e ninguém irá perceber que existe
Continua a ser ignorado
Alguém deve se importar
Talvez quem vos escreve
Talvez não se importe tanto
Pois só escreve este poema
Esquecido.
terça-feira, 19 de abril de 2011
Finalmente
Eu e Clarice andamos na contramão
Ao sabor do vento em nossos cabelos
Andamos em linha reta
Mas esperamos a próxima curva
Em um dia desses,
cansada de andar em linha reta e
avistada a curva próxima, entrei
nela e me deparei com você
Estava de mãos dadas com outra
Tudo tão estranho
Um nó em minha garganta se formou
Mas não podia fazer nada
A não ser voltar para a linha reta
com Clarice e esperar que você esteja
livre na próxima curva.
Ao sabor do vento em nossos cabelos
Andamos em linha reta
Mas esperamos a próxima curva
Em um dia desses,
cansada de andar em linha reta e
avistada a curva próxima, entrei
nela e me deparei com você
Estava de mãos dadas com outra
Tudo tão estranho
Um nó em minha garganta se formou
Mas não podia fazer nada
A não ser voltar para a linha reta
com Clarice e esperar que você esteja
livre na próxima curva.
sábado, 16 de abril de 2011
O Romântico e o Ardente
Eu sempre caminhei entre o Romântico e o Ardente
Linha tênue que os separa
Sempre buscando o equilíbrio em minha alma
Só para descobrir que não existe equilíbrio entre o Gelo e o Fogo.
Caminho como quem se equilibra no circo
No espetáculo do fio que treme e
quase caio
Plateia olhando admirada meu equilíbrio
Quando, na verdade, não imaginam o quanto é difícil
Mantê-lo firme
e segurar o guarda-chuva para equilibrar
Por vezes me entrego ao Ardente para depois
Me entregar, com arrependimento do primeiro, ao Romântico.
Só para descobrir, mais tarde, que não há equilíbrio em nada.
Linha tênue que os separa
Sempre buscando o equilíbrio em minha alma
Só para descobrir que não existe equilíbrio entre o Gelo e o Fogo.
Caminho como quem se equilibra no circo
No espetáculo do fio que treme e
quase caio
Plateia olhando admirada meu equilíbrio
Quando, na verdade, não imaginam o quanto é difícil
Mantê-lo firme
e segurar o guarda-chuva para equilibrar
Por vezes me entrego ao Ardente para depois
Me entregar, com arrependimento do primeiro, ao Romântico.
Só para descobrir, mais tarde, que não há equilíbrio em nada.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Amizade
Prédio de concreto
Como testemunha
da nossa amizade
Um livro que causa discussão
Sentados na arena
Discutindo uma solução
Risadas no ônibus
Memórias de paixões malucas e
inacabadas e outras nem começadas
Amizades que duram
Vento no rosto e
Tudo é tão simples
com o prédio de concreto ao fundo.
Como testemunha
da nossa amizade
Um livro que causa discussão
Sentados na arena
Discutindo uma solução
Risadas no ônibus
Memórias de paixões malucas e
inacabadas e outras nem começadas
Amizades que duram
Vento no rosto e
Tudo é tão simples
com o prédio de concreto ao fundo.
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